Será que você sabe fazer uma crítica construtiva dentro da serventia? Aprenda agora!

25/11/2025 Tempo estimado de leitura: 8 minutos

Ter a habilidade de dar feedbacks “negativos”, de modo humano e eficiente, é essencial para que a equipe de um cartório evolua e conquiste resultados, sem conflitos. Neste artigo, você entende melhor sobre o tema e aprende como fazer críticas realmente construtivas. Continue a leitura!

 

Todo titular de cartório sabe que suas responsabilidades vão além dos processos administrativos, operacionais ou jurídicos: no dia a dia, a gestão de pessoas também ocupa um espaço central!

Afinal, é a equipe da serventia que recebe o público, organiza documentos e dados, opera os sistemas e mantém toda a rotina funcionando.

E, por trás de uma boa equipe, sempre existe uma boa liderança.

Entre as ferramentas mais valiosas que o titular – ou qualquer gestor – pode usar, está o feedback construtivo. Saber oferecer um retorno, positivo ou “negativo”, da forma correta pode ser o ponto de virada entre ter um time engajado e motivado ou uma equipe insegura e desmotivada.

Neste artigo, você vai entender por que essa prática é tão importante e conferir dicas práticas para oferecer um feedback negativo que gere crescimento, e não conflitos!

 

Por que o feedback construtivo faz tanta diferença no cartório?

Sabia que 94% dos funcionários afirmam que passam a trabalhar melhor depois de receberem feedbacks transparentes sobre o seu trabalho?

Além disso, 43% de trabalhadores mais engajados são os que recebem feedbacks de suas atividades pelo menos uma vez por semana!

São números que chamam a atenção. Porém, no Brasil, a cultura de dar feedbacks ainda não é muito forte: apenas 53% das empresas afirmaram realizar feedback frequentemente em sua rotina, segundo pesquisa da consultoria de soluções em recursos humanos Randstad.

Levando isso em conta, podemos concluir que o titular de cartório que assume o feedback como parte da rotina ficará à frente da maioria das organizações!

Afinal, deixar as expectativas claras e sinalizar o que está funcionando e o que precisa de ajuste promove clareza sobre as funções e alinhamento de metas, que são fatores impactantes não só para o clima interno, como também para o atendimento externo, a reputação da serventia, e até a conformidade (já que cartórios são ambientes regulados).

Por outro lado, se a equipe se sente frequentemente “no escuro” sobre seu desempenho, cresce a chance de erros, ansiedade, retrabalho e até falta de proatividade.

 

Quais as vantagens do feedback construtivo na serventia?

Além dos números citados anteriormente, o titular consegue conquistar diversos outros benefícios pontuais ao construir uma cultura de feedback dentro do cartório, como:

  • Alinhar expectativas de desempenho, esclarecendo quais são os padrões de qualidade, prazo, atendimento, digitalização, uso eficiente de ferramentas etc.
  • Motivar e desenvolver o time. Não basta dizer “você fez errado”. “Você pode melhorar assim, vamos juntos investir nesse aprendizado” é muito mais produtivo.
  • Corrigir rumos rapidamente. Em vez de esperar por avaliação anual, pequenos ajustes regulares evitam acúmulo de falhas.
  • Criar um ambiente de confiança. O seu time saberá que será ouvido, que a liderança está aberta e que erros podem ser tratados como aprendizado.
  • Aumentar engajamento e produtividade. Quando o funcionário sente que seu trabalho é visto, que há feedback de qualidade, ele tende a se dedicar mais.

Para dar feedbacks construtivos, é preciso ter em mãos dados reais sobre o desempenho da equipe: com o SGA, da Siplan, você conta com relatórios de produtividade, indicadores de atendimento e métricas de performance. Clique e conheça!

 

Como dar um feedback “negativo” sem causar mal-estar?

Quando falamos sobre “feedback negativo”, é muito comum sentir receio. Pensamentos como “isso vai desmotivar”, “vou causar atrito”, “vou perder a confiança da pessoa”, são naturais.

Mas é importante ter em mente que, se bem conduzido, esse feedback pode ser um divisor de águas, uma estratégia eficiente para alcançar melhorias e crescimento.

Confira algumas dicas simples para fazer isso!

Prepare-se

É essencial estruturar esse momento de feedback. Escolha o momento e o local adequados, de preferência em particular, sem pressa e com foco na conversa. Reúna os fatos: quais são os comportamentos ou entregas que precisam de ajuste? Evite generalizações e acusações, como “você sempre” ou “você nunca” e baseie-se em situações concretas.

Comece com empatia e propósito

Valorize o que está bom! Não espere só para criticar o que está errado, porque o reconhecimento de pequenas vitórias fortalece o espírito de equipe.

Então, inicie sempre afirmando que você valoriza o profissional e seu trabalho e deseja que ele evolua no cartório.

Deixe claro que o feedback não é ataque pessoal, mas uma oportunidade de crescimento. Por exemplo: “Tenho observado que nas últimas semanas houve atrasos, e isso impacta o fluxo do atendimento. Quero te ajudar a retomar o ritmo. Gostaria de conversar sobre como podemos fazer isso!”

Apresente os fatos e o impacto

Explique o que foi observado e qual foi o impacto para a equipe ou para o cartório, como um atendimento mais lento, retrabalho, ou reclamação de um cliente.

Um exemplo seria: “Na semana passada, o processo X ficou parado por dois dias até você liberar, o que aumentou a fila de espera. Quando isso acontece, o colega que atende o público fica em aguardo e o cliente retorna insatisfeito. Como podemos evitar isso da próxima vez?”

No contexto de um cartório, é interessante usar dados e indicadores internos.  Por exemplo, volume de solicitações pendentes, tempo médio de atendimento, número de retrabalhos e reclamações de partes interessadas.

Ter números ajuda a tornar o feedback mais concreto.

Evite adiar um feedback necessário

Quanto mais tempo passa, pior a situação pode ficar: o colaborador não lembra mais da situação, o problema tende a se repetir e a conversa fica mais pesada.

Feedback deve ser próximo do fato. Mas é importante também que nunca seja dado no calor da emoção.

Traga a pessoa para a solução

Pergunte como o profissional acha que o problema citado pode ser resolvido, em vez de apenas apontar o que está errado. Isso gera senso de pertencimento, responsabilidade, confiança, criatividade e autonomia!

O colaborador passa a enxergar o titular como parceiro e não como “aquele chefe que só cobra”.

Ouça os membros da equipe

A comunicação interna do cartório precisa ser fluida. Dê espaço para que a pessoa fale. Pergunte se há dificuldades, algo impedindo o bom desempenho, se falta algum recurso ou treinamento.

Lembre-se: feedback não é monólogo, mas uma conversa.

Dê apoio real

Não basta apenas ouvir, é preciso dar suporte! Muitas vezes o funcionário quer melhorar, mas está com acúmulo de demandas, dificuldade com um módulo do sistema, dúvidas não esclarecidas ou falta de equipamento, por exemplo.

Ouça e tente resolver essas questões sempre que possível: o apoio da liderança cria lealdade e aumenta o desempenho.

Combine um plano de ação

Defina junto com o funcionário em questão quais serão os próximos passos: o que será diferente daqui para frente, quais metas ou indicadores irão acompanhar, e/ou que suporte será oferecido pela liderança ou pela equipe.

Lembre-se de voltar na conversa para verificar se o plano de ação está sendo cumprido, reconheça a evolução e, se necessário, ajuste o rumo.

Uma dica é criar “check-ins” rápidos: boletins semanais ou quinzenais onde o titular reúne a equipe toda ou seus membros individualmente para fazer uma rápida revisão de como está o andamento, abrir espaço para dúvidas ou sugestões.

Termine com incentivo

Reforce confiança: “Tenho certeza de que você pode melhorar nisso” ou “Vamos fazer isso juntos”. Afinal, a ideia é sair da conversa com motivação, e não com sentimento de culpa ou impotência!

 

Conclusão

Para você, titular de cartório, o desafio de liderar não se restringe a gerir documentos, prazos e finanças.

É preciso liderar pessoas da maneira certa para que sua equipe seja motivada, alinhada e bem direcionada, para assim fazer a diferença – e a prática de feedback construtivo, quando bem aplicada, é uma das alavancas mais eficazes para isso!

Lembre-se: o feedback não é um evento esporádico ou uma “reunião de reclamação”. É uma conversa regular, humana, com base em dados, com escuta e com plano de ação.

Em um ambiente cartorário, onde cada detalhe conta, a clareza de papéis e processos e o engajamento da equipe se traduzem em resultados otimizados!

Gostou deste conteúdo? Compartilhe com quem possa se interessar pelo tema e continue acompanhando o blog da Siplan!