Quer trabalhar em um cartório? Conheça os principais cargos que você pode assumir

04/08/2025 Tempo estimado de leitura: 6 minutos

A carreira no extrajudicial é uma das mais desejadas e concorridas do país por sua relevância para a sociedade e sua estabilidade. Então, se você também tem interesse nessa área, continue a leitura para conhecer as melhores opções de atuação dentro de um cartório.

 

Garantir a segurança jurídica e o cumprimento de direitos e deveres da sociedade: essa é a missão de quem constrói uma carreira em um cartório extrajudicial. Não é à toa que é uma das áreas mais almejadas do Brasil.

Para se ter uma ideia, segundo o site Rota Jurídica, o país conta com 13.440 cartórios extrajudiciais com mais de 80,3 mil profissionais empregados, e o 13º Concurso para Outorga de Delegações de Notas e Registro do Estado de São Paulo contou com 181.966 inscritos.

Mas existem diversos cargos específicos, definidos pela Classificação Brasileira de Ocupações (CBO), que compõem o trabalho das serventias, sendo que os principais são: Auxiliar, Escrevente, Substituto e Titular.

Neste artigo, você conhecerá melhor as responsabilidades de cada cargo e o que é preciso para atuar em cada um deles. Assim, poderá identificar qual opção se encaixa melhor com suas habilidades e em seu objetivo de vida.

Boa leitura!

Auxiliar de Cartório

O Auxiliar de Cartório é o começo da carreira dentro de uma serventia. As suas responsabilidades são mais operacionais e não exigem muito conhecimento técnico.

Ele executa atividades de apoio ao escrevente, como:

  • Atendimento ao público;
  • Autenticação e reconhecimento de firma;
  • Recepção de documentos e entrega de certidões;
  • Organização de arquivos e registros;
  • Tarefas administrativas;
  • E transcrição de atos simples.

Para ser um Auxiliar, não é necessário prestar um concurso público, mas normalmente é preciso ter concluído o ensino médio e, em algumas ocasiões, o Titular pode exigir experiência.

Escrevente

O cargo de Escrevente é essencial para qualquer cartório e já é um nível acima do Auxiliar. Suas funções são mais técnicas, por isso, é preciso possuir conhecimento jurídico e saber aplicar as normas legais.

Escreventes podem trabalhar nas diversas áreas de um cartório extrajudicial, seja de registro civil, imóveis, de notas, protesto etc. Por isso, suas funções podem variar de acordo com a especialidade de onde vai atuar.

Algumas dessas funções são:

  • Atendimento ao cliente;
  • Organização de registros e documentações;
  • Análise dos documentos;
  • Elaboração de minutas;
  • Atos técnicos (registro de imóveis ou títulos, e reconhecimento de firmas, por exemplo);
  • Elaboração e conferência de certidões, escrituras, registros, partilhas e outros.

Para ser um Escrevente, o candidato precisa ter ensino médio completo, sendo que alguns cartórios podem desejar também um curso superior em Direito.

A nomeação é feita pelo Titular, e a experiência, bem como a qualificação técnica, são diferenciais valorizados. Mas não é necessário realizar um concurso público.

 

Se você quer atuar em um cartório e ter uma carreira de sucesso, estudar com os melhores cursos do Direito Notarial e Registral é essencial: conheça as opções da Academia SPCM!

 

Titular de Cartório

O cargo mais alto dentro do cartório é o do Titular! Ele pode ser conhecido também como Tabelião ou Registrador.

Ao contrário da crença popular, o Titular NÃO é o dono do cartório, mas sim o responsável legal por ele.

É o Titular que garante a validade dos registros e documentos e garante a autenticidade, eficiência e segurança, bem como a publicidade dos atos.

Entre as principais funções de um Titular, estão:

  • Gestão e administração completa da serventia extrajudicial. Isso engloba a gestão financeira, a coordenação da equipe do cartório, a qualidade do atendimento, entre outros;
  • Assinatura dos atos praticados;
  • Delegação de tarefas aos escreventes;
  • E lavratura de escrituras e procurações.

Naturalmente, para um cargo de tamanha responsabilidade, os requisitos aumentam.

Para ser um Titular de Cartório é preciso ser aprovado em um concurso público específico e estadual. Inclusive, a escolha da serventia em que o candidato aprovado irá atuar dependerá de sua classificação na prova.

Além disso, é preciso ser Bacharel em Direito, ou então ter 10 anos de atividade no serviço.

Substituto

Por fim, há também o cargo de Substituto do Titular que, como o próprio nome já revela, é o profissional autorizado a substituir o Registrador ou Tabelião em sua ausência. Dessa forma, a continuidade das atividades do cartório fica por ele garantida.

Basicamente, o Substituto se responsabiliza por todas as atividades do Titular, incluindo:

  • A liderança e gestão da equipe do cartório, inclusive com a capacitação dos membros do time, como os escreventes e auxiliares;
  • Garantia do cumprimento das normas;
  • Tomadas de decisão;
  • Gestão de processos e registros.

O Substituto é nomeado pelo próprio Titular, podendo ser um escrevente já de confiança e com experiência no cartório.

Não é necessário passar em um concurso público para ser um Substituto, porém é preciso ter a aprovação da Corregedoria e ter atuado nos outros cargos (Auxiliar e Escrevente), conquistando a experiência e os conhecimentos técnicos necessários.

Conclusão

Cada cargo de um cartório extrajudicial tem um papel fundamental na eficiência dos serviços prestados e precisa de profissionais atualizados, responsáveis, dedicados, e com paixão pelo aprendizado constante e pela sociedade.

E agora que você já conhece as responsabilidades desses cargos, com qual deles você mais se identifica e aonde gostaria de chegar na sua carreira?

Esperamos que este conteúdo tenha sido útil para sua escolha e que tenha inspirado você a iniciar, ou continuar, seus estudos na área. Compartilhe com quem também se interessa em ser um profissional de cartório!